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21/06/2010

Saúde em gotas

Segundo o Dr.César, é necessário que todos os que praticam esportes e exercícios façam, além de uma avaliação prévia, o acompanhamento dessas atividades.

por Rita Gallo



“A consciência da necessidade de realizar um check-up esportivo antes do início de atividade física regular tem crescido muito no Brasil”, afirma  o doutor César Jardim, responsável pela área de check-up esportivo do HCor. Segundo ele, é cada vez maior o número de pessoas que entendem que as avaliações clínica, física e cardiológica reduzem os riscos de paradas cardiorespiratórias e outros problemas de saúde. Ele acrescenta que: ”O número de pessoas que procuram a avaliação prévia é mais expressivo em pacientes que passam por reabilitações cardiopulmonares, que realizam o acompanhamento pós-cirurgia cardíaca ou que sofrem ou passaram por problemas cardiológicos”. 

Segundo o Dr.César, é necessário que todos os que praticam esportes e exercícios façam, além de uma avaliação prévia, o acompanhamento dessas atividades. “No HCor oferecemos esse serviço de forma especializada, com tecnologia e médicos para atender atletas profissionais, amadores e esportistas de fim de semana”, afirma o médico. 

Ao explicar a sofisticação dos recursos que existem hoje no País, o médico conta que são realizados anualmente no HCor os check-ups nos jogadores do Palmeiras, Santos e São Paulo, federações de vôlei e atletismo, entre outras. “Nestes momentos, traçamos o perfil dos atletas e suas condições físicas antes do início da temporada”, finaliza.

O check-up esportivo deve ser feito principalmente para as pessoas com mais de 35 anos e para todos os que tiverem um histórico de doença cardíaca na família. O especialista do HCor explica que hoje os controles para afirmar que o paciente está apto a praticar esportes estão cada vez mais sofisticados. “Assim é possível antever qualquer problema”, afirma o Dr. Cézar.

Alimentos bem brasileiros

O arroz e o feijão ainda são a prioridade nacional. Café e leite vão no mesmo sentido e são alvos certos dos consumidores, Mostra estudo da Fiesp/Ibope. Outro dado curioso do estudo é o interesse da população pelo lançamento de iogurtes; bolachas e biscoitos e sucos prontos. 

Estudo Fiesp/Ibope mostra que na hora da compra a preferência é por marcas conhecidas. Contudo, brasileiros respeitam mais empresas que investem em qualidade e projetos sociais

O estudo afirma que a maior parte das pessoas, 34% do total de entrevistados, prioriza a conveniência e a praticidade dos alimentos, em resposta às necessidades do cotidiano apressado e ao pouco tempo que dispõem. Corresponde ao público que trabalha em tempo integral e, por isso, adere a pratos congelados e semiprontos. 

Outra tendência dos consumidores está na confiança e qualidade que veem nos alimentos. O estudo indica que 23% da população é composta por consumidores fiéis às suas escolhas por marcas, produtos ou empresas. Preferem marcas que conhecem e confiam, mesmo que tenham que pagar mais caro por elas. Comportamento mais presente na classe C, principalmente entre donas de casa com crianças menores de 12 anos. 

Entre os que acham mais importante que a comida seja “gostosa e atraente” também se encontram 23% dos entrevistados - ou seja, os que priorizam a sensorialidade e o prazer nos alimentos. Eles têm um estilo mais impulsivo para comer e seu lema é “prazer sem culpa”. 

Diferentemente da disposição geral do resto do mundo, dois grupos se unem para dar a cara do Brasil ao consumo de alimentos. Segundo constatou a pesquisa, saúde e bem-estar e sustentabilidade e ética convergem no momento de escolha por produtos alimentícios. Assim, a mesma qualidade que o brasileiro espera dos produtos, quer ver na responsabilidade que eles possuem com a sociedade e com causas ambientais. 

A pesquisa foi feita em nove capitais brasileiras e se baseou em 1.512 entrevistas, com pessoas acima de 16 anos. Foram elaboradas 30 perguntas para medir a preferência dos consumidores, que levaram em consideração os grupos de tendência citados. 

Hérnia de hiato e exercícios físicos

Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando nas últimas décadas. Com isso, alguns distúrbios comuns durante o envelhecimento também tiveram sua incidência aumentada. É o caso da hérnia de hiato que registrou um aumento de 5% na última década. O problema que afeta a região do estômago atinge pessoas com mais de 50 anos, mas também aqueles que excedem na atividade física e musculação. 

O Dr. Vladimir Schraibman, orientador de Cirurgias Robóticas do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a  hérnia de hiato é uma projeção de uma porção do estômago por meio do orifício que o esôfago passa para penetrar na cavidade abdominal. Caracteriza-se por uma fraqueza do músculo diafragma. Esse músculo divide o abdómen do tórax, e é por um espaço nesse músculo, conhecido por hiato esofágico, que o esófago penetra na cavidade abdominal. Devido ao alargamento deste espaço, uma parte do estômago desliza em direção ao tórax, o que se denomina hérnia de hiato. Segundo o médico, na maior parte dos casos, a hérnia de hiato é assintomática. Quando os sintomas ocorrem, os principais são azia, eructação e regurgitação. Caso a hérnia seja muito grande, podem ocorrer sintomas de compressão de estruturas torácicas, como tosse e falta de ar. Algumas vezes, seus sintomas podem ser parecidos com os das doenças cardíacas. “Esportes que forçam a musculatura abdominal como futebol, musculação em excesso e levantamento de peso aumentam a pressão intra-abdominal, um dos fatores para o desenvolvimento da hérnia. Portanto, podemos concluir que tais práticas podem contribuir para o aparecimento da hérnia”, diz o Dr. Schraibman 

Para previnir a hérnia recomenda-se o emagrecimento para quem está muito acima do peso, além de evitar a prática de exercícios que levam ao aumento da pressão intra-abdominal, como levantamento de peso e musculação em excesso. 

Dentista holístico

“Como o ser humano é um ser holístico, tudo se liga com tudo”, declara o Dr. Cícero Lascala, doutor e mestre em Diagnóstico Bucal pela Universidade de São Paulo - USP e especialista em periodontia, ortodontia, ortopedia facial e ortopedia funcional dos maxilares. 

“Dentes e gengivas infeccionados têm muito a ver com dores nas costas, dores no pescoço, com uma articulação têmporo-mandibular anormal, com problemas de visão, com doenças do coração como a endocardite bacteriana e também com a vida sexual do paciente, pois à medida que ocorram problemas de infecção bucal, os dentes e gengivas infeccionados despejam bilhões de bactérias na corrente sanguínea, comprometendo até um bom desempenho sexual e provocando sérios danos ao organismo como um todo. Sem falar da halitose ou mau hálito, que provoca o afastamento do parceiro ou parceira”, afirma o Dr. Lascala.

Segundo o especialista, melhorando-se o desempenho físico do paciente pela obtenção de plena saúde bucal, proporciona-se a ele, em consequência, uma melhor qualidade de vida. E daí a importância da Odontologia Holística.

Enxaqueca

Quem tem enxaqueca nem sempre tem convicção de que a dor de cabeça é apenas uma das manifestações do problema. Essas pessoas têm mais chance de apresentar transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade, sintomas do labirinto, entre outras condições clínicas. Já há evidências também de que o sono das pessoas com enxaqueca é menos eficiente. Pesquisa publicada na última edição do periódico especializado Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry demonstra que a síndrome das pernas inquietas é um dos componentes que pode atrapalhar o sono de quem sofre de enxaqueca. “Essa síndrome é caracterizada por uma sensação de incômodo nas pernas, ou até mesmo nos braços, que provoca uma vontade irresistível de mexê-las”, afirma Ricardo Teixeira é doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Segundo ele, o problema afeta entre 5 a 15% da população geral e os sintomas são piores quando a pessoa se deita para descansar”. Ele acrescenta que: “Isso pode levar a uma piora da qualidade do sono, e para quem tem enxaqueca, esse é um fator que tem o potencial de piorar as crises de dor”.

O presente estudo demonstrou que a síndrome das pernas inquietas é mais freqüente entre indivíduos com diagnóstico de enxaqueca (11.4%) do que em outros tipos de dor de cabeça. Além disso, os indivíduos com enxaqueca e síndrome das pernas inquietas apresentavam sintomas de enxaqueca mais severos. A causa dessa associação entre as duas condições? Uma forte hipótese é que ambas dividem a mesma herança genética que promove uma disfunção do sistema do neurotransmissor dopamina.

Futebol de final de semana

Nesta época de Copa do Mundo surge uma empolgação geral que levam alguns ‘atletas’ de final de semana a jogar futebol por lazer e para se confraternizar com os amigos, uma vez que o futebol é a paixão nacional. O problema é que às vezes isso tem um preço. Segundo a ortopedista e especialista em pé do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, Cíntia Bittar, lesões e fraturas são comuns, e muito perigosas para os atletas amadores.

“As principais lesões estão relacionadas a traumas por movimentos de rotação, principalmente nos membros inferiores”, explica a médica. As fraturas, por exemplo, são lesões que levam à perda da continuidade óssea, sendo as mais comuns na tíbia (perna), no tornozelo e por estresse, esta última que ocorre principalmente nos pés, devido à repetição dos movimentos.Além das fraturas, as entorses, as lesões nos tendões e os estiramentos musculares são frequentes. Entorses de tornozelo (lesões ligamentares), entorses de joelho (lesões de menisco e ligamentos) e o rompimento do tendão de Aquiles, também são rotineiros. A ortopedista ressalta que é muito importante que o jogador use caneleiras, tornozeleiras, bermudas térmicas e chuteiras apropriadas para se prevenir. “Há muitos homens que jogam futebol descalços, o que está errado”, completa. 

“Os atletas amadores deveriam se exercitar de três a quatro vezes por semana. Eles têm que entender que os profissionais passam por treinamentos específicos para se fortalecer”, ressalta a médica. Por isso, o risco de um amador se machucar também é grande. “Caso haja falta de ar, batedeira no peito, suor frio, tontura, desmaio, dor de cabeça ou dor abdominal persistente, a pessoa deve parar a atividade física imediatamente e procurar um médico para que não aconteça algo pior”, completa.

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